quinta-feira, 22 de abril de 2010

A grande hipocrisia da "Santa Sé"


Falar de Deus e deixar de lado as consequencias que atos nefastos causam a vítimas do clero é sem dúvida um discurso hipócrita e complacente. Pedir perdão não é suficiente. Neste diapasão a reparação financeira é o mínimo que o Papa, enquanto chefe maior do Estado Vaticano, poderia ter feito. Hoje nos deparamos com tamanha atrocidade que compromete vidas e causa feridas incuráveis naqueles que foram vítimas de uma inexclupulosa relação condescendente. O pecado maior da "Santa Sé", reside sem dúvida no acobertamento destes crimes e, não tão somente no ato em si de seus membros. É portanto urgente que cada vez mais nos unamos a defender uma punição aqueles que se predispuseram a por a salvo o "bom nome" institucional cujo preço foi sem dúvida a perpetuação de um flagelo que marca para sempre os que foram submetidos a vil traição de membros do clero.

1 comentários:

Luck® disse...

Olá, Fernando!

Sabe, eu temo que qualquer pensamento que tente alçar o status de verdade absoluta está fadado ao erro, à generalização oca; Estéril.

Por isso vou propor uma reflexão, pois este é o máximo incômodo que eu me proponho, por vezes.

A reflexão, que busca pontos positivos, pontos negativos, se aproxima e se distancia do eu, da sociedade, do tempo e do espaço. Vamos filosofar - mesmo que de forma vã - um pouquinho!

As ciências têm uma evolução gigantesca. A audácia do intelecto humano que tenta responder "Que é o Mundo?" é sua marca definitiva e indelével na Terra.

Dois e dois são quatro! Elementar, não? Hoje, entretanto, podemos falar até de Sistemas Dinâmicos (Caos, Catástrofe, Fractais) e temos na física experimental, uma engenhoca chamada Grande Colisor de Hádrons, cujos primeiros resultados - resultados secundários - já foram colhidos.

Fantástico!

Mas o bicho homem... Esse animal desde sempre e até hoje não mudou em alguns aspectos: Que ciência foi capaz de eliminar o discurso ou apostura hipócritas?

Que sociedade não tem seu sistema de poder que não acabasse por privilegiar uns em detrimento de outros?

A maldita ideia de "poder"! esse poder que cega, egoísta e descontrolado. Haverá ciência capaz de impor limites a ele?

O "senso comum" que propaga a mentira de que "o poder é bom, basta saber usá-lo" é tão atual e versado que pouco prudente é aquele que insiste em idear outro "modus vivendi".

Que fazer então? Nos acomodar? Por certo, não!

Porém, é preciso pensar claramente; É preciso pensar bem: não é a instituição da Igreja e sim seus homens; Não é a Instituição das Forças Armadas e sim seus homens... Não são quaisquer instituições, mas a dimensão humana por trás desses "nómos" (do grego = conceito, nome, definição, rótulo) que é responsável por qualquer dano nas relações humanas.

Claro que é dado o direito de se apontar cada desvio. Por exemplo, o caso atual da Santa Sé precisa, sim, ser investigado, apurado e sanado.

Mas a pedofilia - ato humano - não acaba se a Igreja acabasse.

Seria preciso acabar com a pedofilia e assim se estaria acabando com esses casos hediondos dentro da Igreja, por consequência.

Dizer-se-á que "isto não interessa; Isto é complicado". Se atuará - não sei até que ponto - neste "case" e dormir-se-á tranquilamente, como se crianças em todos os cantos do mundo não estivessem ainda à mercê desses doentes e odiosos humanos.

Meu caro: Falta ao Homem a "ciência do bem", a "ciência da moral"; Uma ciência que doutrina alguma e tecnologia alguma jamais trataram com total eficácia.

No mais, me pergunto se não "tapamos o sol dom a peneira"?

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